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O Lago Paranoá abraça a
cidade de norte a sul, tem águas límpidas e está se
tornando um epicentro de lazer e esportes, capaz de
rivalizar com pontos badalados do litoral brasileiro.
Com uma freqüência cada
vez maior, a paisagem do Paranoá nos fins de semana é
marcada por lanchas, jet skis e barcos, além de
esportistas praticando remo, vela, fazendo curso de
mergulho ou uma variação do surfe para águas sem ondas,
o kitesurf, que mistura prancha com pára-quedas.
Afora o lazer puro e
simples, a prática de esportes também vem aumentando
consideravelmente. De poucos anos para cá, o número de
atividades competitivas se multiplicou. Não há semana sem uma
regata ou disputa de remo. Os atletas amadores preferem
utilizar o lago para natação ou um jogo de pólo
aquático.

É clima de praia no
cerrado. Hoje, o Paranoá tem taxa de balneabilidade
superior a 93%, o que é considerado uma marca
excepcional.

Sendo assim, o mergulho também é muito praticado e uma
das principais atrações é a Vila Amaury, antigo vilarejo
que se encontra submerso no
lago. No
local viveram os primeiros operários de
Brasília.
Apenas 10 metros abaixo do espelho d´água já é possível
encontrar os primeiros vestígios da história da cidade:
paredes, panelas, pisos das casas e objetos pessoais.
Dados
Área
Superficial – 37,5 km²
Volume Total – 498
milhões de metros cúbicos
Profundidade média –
12,4 m
Profundidade máxima –
40 m (Barragem do Paranoá)
Perímetro – 111,8 km
Comprimento – 40 km
Largura Máxima – 5 km
Laser & Diversão
As maiores
potencialidades do Lago Paranoá estão relacionadas com o
seu uso para a prática de esportes, o lazer, a recreação
e o desenvolvimento de atividades voltadas para o
turismo, em função da sua beleza e paisagem, antevistas
pelos primeiros idealizadores.
Muitas academias de
ginástica estão às margens do Lago Paranoá. O lago é um
atrativo e os alunos gostam de malhar com uma vista
diferente. As águas funcionam como extensão da
mega-estrutura das academias: aulas são realizadas
inclusive a bordo de barcos.
A beira do Lago Paranoá
são praticados diversos tipos de esporte, por uma
variedade cada vez maior de usuários. A slack line e o
longboard downhill (skate, um tanto mais longo) que
mistura velocidade e manobras em terrenos íngremes são
alguns exemplos. Na ermida Dom Bosco a vista para o lago
e uma descida desafiadora incentivam a prática do
esporte. O Lago Paranoá também cria o melhor visual
possível para quem pratica o futevôlei nos clubes que
margeiam as águas.
Cerca de 50 bares e restaurantes estão às margens do
Lago Paranoá. Entre os pontos gastronômicos mais famosos
estão o Pontão, o espaço Beira Lago e o Pier 21. Os
empreendimentos, além de formarem uma rede de opções com
uma vista privilegiada, ainda empregam milhares de
pessoas. O charme do espelho d’água, compreendido por
tantos empresários, tem estabelecimentos de ponta como o
restaurante Coco Bambu onde muitos clientes chegam de
lancha. O bar Devassa, no Pontão, também faz muito
sucesso, juntamente com a loja Mormaii.
As casas de festas
próximas ao Lago Paranoá, com a sua localização
privilegiada, estão com as agendas sempre cheias. Tem
noivos que costumam agendar a festa do casamento com
mais de um ano de antecedência.
Os clubes também são um
grande atrativo. São 32 clubes recreativos em torno do
lago. Cerca de 1,9 mil pessoas trabalham nas
associações, entre marinheiros, professores de educação
física, auxiliares de serviços gerais e seguranças.
Muito utilizado pelos
usuários de quadras próximas e pescadores de plantão, o
calçadão da Asa Norte tem 22 mil m², ao total, e 2km de
extensão. Construído com madeira e concreto a obra fica
às margens do Lago Paranoá. Tem estacionamento para 100
carros, playground para crianças, equipamentos de
ginástica, praças de convivência e pergolados.
Turismo & Aventura
Dar uma volta e visitar os cartões postais da cidade de
dentro d’água é diversão garantida. O aluguel de lanchas
para passeios no Lago Paranoá vem se tornando uma rotina
ascendente entre os turistas e a população que nos
últimos anos passou a contar com mais dinheiro no
bolso.
Diferente do que se pensa, alugar uma lança para passear
no Lago é muito fácil e o custo, se dividido com amigos,
pode se tornar bem atraente, levando em consideração o
passeio inigualável pelas águas da capital do país.
Veja aqui :

LAKETOUR / Espaço Capitão Océlio
Endereço : SCES Trecho 01 - Setor de
Clubes Esportivos Sul - Brasília/DF - Brasil
CEP :
70.200-001
Ao lado da ASSEFE
Telefones : (61) 4141-1485 / (61) 9904-2368 - Thiago
E-mail´s :
lagoparanoa@laketour.com.br /
contato@capitaoocelio.com.br
Sites :
www.laketour.com.br
www.capitaoocelio.com.br

BSB
ADVENTURE
Endereço : SHTN Trecho 01 Conj. 02 Bloco H - Coffee Shop
Subsolo - Lago Norte - Brasília/DF - Brasil
CEP :
70.800-200
Telefone horário comercial : (61) 3273-1378
Telefone feriados e finais de semana : (61) 8534-0860
Site :
www.bsbadventure.com.br
Barcos, Lanchas e
outras embarcações
Brasília não tem mar, mas o Lago Paranoá faz da cidade
referência para o mercado náutico. São mais de 10.000
embarcações registradas na Delegacia Fluvial do Distrito
Federal, o que já confere a Brasília o título de dona da
terceira maior frota de embarcações do país, atrás do
Rio de Janeiro e de São Paulo, estados com uma ampla
costa oceânica. Calcula-se que nos fins de semana quase
1.000 embarcações se lancem ao Paranoá.
A cidade comporta
embarcações de vários padrões, que vão desde potentes
lanchas com quarto, ar-condicionado, gerador de energia,
banheiro com box, além de cozinha com geladeira,
micro-ondas e fogão até os modelos mais baratos e
acessíveis a população.
Rotineiramente são
organizados encontros como na ponta do Lago Norte, que
podem chegar a mais de 70 lanchas.
Existem três pontos às margens
do lago para quem precisa abastecer o barco, a lancha ou
o jet ski. Os preços são praticamente idênticos aos
marcados nas demais bombas de gasolina da cidade.
As peças de reposição e
manutenção das embarcações, tem em Brasília empresas
especializadas que não deixam o proprietário na mão.
Veja aqui :

BRASÍLIA NÁUTICA E PESCA
Endereço : SCLN 409 - Bloco B - Loja 37 - Asa Norte -
Brasília / DF - Brasil
CEP: 70.857-520
Telefones : (61) 3272-0274 / (61) 8417-4885 / (61)
3349-4940 / (61) 7813-7403 / (61) 8421-1082
Site :
www.brasilianautica.com.br
E-mail :
contato@brasilianautica.com.br
Pesca
Existem várias espécies de animais às margens do
Lago Paranoá, como: cotiarinha (espécie de
serpente), jacaré-tinga, cágado-de-barbicha,
cuíca-d’água, além da capivara.
Pela água, a situação não muda. O Lago é o habitat,
por exemplo, do cascudo, do tambaqui e do chique
bluegill.
A cotiarinha, o
jacaré-tinga, o cágado-de-barbicha, a capivara, o
cascudo, o tambaqui, o bluegill, o biguá, a matraca
e a marreca-irerê são apenas algumas das 48 espécies
de anfíbios, 86 de répteis, 113 de mamíferos e 451
de aves que adotaram o cerrado do Distrito Federal
como habitat natural.
Existem inúmeras famílias que vivem da pesca no Lago
Paranoá, concentrada especialmente em tilápias e carpas.
O pescado é totalmente consumido nas cidades satélites
do Distrito Federal. A pesca é concentrada em poucas
espécies, todas exóticas, sendo a tilápia do Nilo
responsável por 85% das capturas.
Os melhores locais de pesca no Lago Paranoá, onde se
encontram uma boa variedade de peixes, desde Tilápia até
Bagre, são na região da Península dos Ministros, da
Ermida Dom Bosco, na Barragem do Paranoá e na região
perto da Ponte do Bragueto no Lago Norte. A isca que
será utilizada vai depender do tipo de peixe que você
queira pegar.
Algumas dicas :
- Para Tilápia e Carpa deve ser utilizada uma massa
feita de farinha de rosca, água e essência de baunilha,
ela estará pronta quando tiver a mesma consistência da
massa de pão;
- Para pegar Tucunaré, Bagre e Traira a melhor isca é
fígado de boi ou pedaços de Tilápia recém pescada.
O uso de tarrafa é proibido, tanto para a pesca
comercial quanto para a amadora, em toda a bacia do rio
Paranoá. No Lago Paranoá, no entanto, poderão ser
utilizadas tarrafas com malha igual ou superior a 70mm
para pesca comercial.

Carpa prateada de
27kg foi pescada no Lago Paranoá,
em área próxima à Unieuro.
A carpa prateada, usada no projeto de despoluição
há mais de 10 anos, mede 1,20 m.
Existem várias lojas especializadas em pesca no Distrito
Federal, mas as conhecidas ainda são as mais seguras
para compra de equipamentos e insumos.
Veja aqui :

BRASÍLIA NÁUTICA E PESCA
Endereço : SCLN 409 - Bloco B - Loja 37 - Asa Norte -
Brasília / DF - Brasil
CEP: 70.857-520
Telefones : (61) 3272-0274 / (61) 8417-4885 / (61)
3349-4940 / (61) 7813-7403 / (61) 8421-1082
Site :
www.brasilianautica.com.br
E-mail :
contato@brasilianautica.com.br
Veja
a galeria de fotos do Lago Paranoá :
História
A primeira referência ao
represamento do Rio Paranoá teria sido feita pelo
botânico francês Auguste Glaziou, na segunda Missão
Cruls, às vésperas da publicação do conhecido Relatório
Cruls, de 1894. Foi ele quem vislumbrou um lago
artificial na região. Somente em 1955 os estudos foram
concluídos.
A terra esperava pela
cidade e as duas esperavam pelo lago. A topografia que
margeava o apressado, tortuoso e borbulhante Rio Paranoá
se oferecia, teluricamente, a um futuro espelho d’água
que cobriria toda a extensa depressão ao redor das
corredeiras. O rio piscoso e pedregoso dividia os
municípios de Planaltina e Luziânia e era bordeado em
vários pontos por uma mata alta e densa. Para
interromper a passagem da água foi necessário um paredão
que engoliu 684 mil metros cúbicos de pedra e exauriu
entre 1,2 mil e 3 mil operários.

Entre os adversários da
nova capital, havia os que jogavam praga. Um deles, o
engenheiro, escritor e pensador Gustavo Corção
(1896/1978) dizia que o solo da região era poroso, cheio
de furinhos, e, sendo assim, nunca encheria. Depois da
temporada de chuvas de 1961, a segunda com as comportas
fechadas, as águas finalmente atingiram a planejada cota
1000. Juscelino mandou a Corção um telegrama tão curto
quanto irônico:
— Encheu, viu?

Antes mesmo de Juscelino tomar para si o sonho
mudancista de dois séculos, os arquitetos Raul Penna
Firme e Roberto Lacombe e o engenheiro José de Oliveira
Reis haviam determinado que o plano-piloto (com hífen)
da nova capital “deveria ter como uma de suas
condicionantes o Lago Paranoá, que, após o seu
enchimento, atingiria a cota de mil metros acima do
nível do mar”. O lago ornamental seria “destinado aos
esportes náuticos, limitado pelas margens dos rios
Bananal e Gama, transformadas em praias artificiais,
cobertas de buritizal, numa extensão aproximadamente de
dez quilômetros, obtendo-se este motivo paisagístico de
encantadora apreciação, que forma com os parques
naturais, a serem protegidos, uma agradável atração da
cidade”.

Vila Bananal,
depois,
Vila Amaury, nome do líder dos
moradores ,
Amaury Almeida, delegado do Ministério do Trabalho.
Situava-se no leito a ser inundado pela represa do
Paranoá, às margens do ribeirão Bananal, aparentemente
onde hoje existe a
enseada
entre o Iate Clube e o destacamento da Marinha. Por
serem os barracos improvisados com sacos vazios de
cimento, o acampamento também foi conhecido como
Sacolândia.
Em 1959, os operários que trabalhavam na obra do
Congresso Nacional e dos Ministérios moravam na
Vila Amaury. Era uma vila “dormitório” onde 16 mil
pessoas tinham apenas o domingo para descansar da rotina
pesada nos prédios que eram erguidos freneticamente dia
e noite.

Quando o Lago Paranoá
atingiu a cota 1000, suas águas se estendiam por 37,5km²,
de braços abertos para o Plano Piloto. Elas haviam
engolido a Vila Amaury.
O repórter fotográfico e
mergulhador Beto Barata,
coordenador do projeto
Brasília submersa,
patrocinado pelo Fundo de
Apoio à Cultura (FAC) e realizado pela Photo Agência e
pelo Museu Nacional da República, mergulhou nas águas do
Lago Paranoá e tirou várias fotos dos escombros da Vila
Amaury.
Veja
a galeria de fotos da Vila Amaury :

Datas
18
de outubro de 1956 — Israel Pinheiro informa à
imprensa que as obras de represamento do Lago Paranoá já
começaram.
Julho de 1957 — Concluído o anteprojeto da usina
hidroelétrica.
Dezembro de 1958 — Início das obras da
ensecadeira do desvio, com previsão de que, no começo de
1959, se completaria o canal do desvio. Em seguida,
ficariam prontas a ensecadeira do desvio, a escavação do
vertedouro e a impermeabilização.
Janeiro de 1959 — Conclusão da ensecaderia do
desvio e conclusão do vertedouro.
28 de fevereiro de 1959 — O canal para o desvio,
a ensecadeira do desvio, a escavação do vertedouro e a
segunda fase da impermeabilização foram concluídos.
25 de abril de 1959 — A Novacap anuncia que, por
determinação do ministro da Marinha, almirante Mattoso
Maia, o Arsenal da Marinha no Rio de Janeiro iria
construir as comportas da barragem do Rio Paranoá.
2 de maio de 1959 — Em avião especial, chega a
Brasília 1,5 mil exemplares de peixes selecionados pela
Divisão de Caça e Pesca do Ministério da Agricultura e
que servirão de reprodutores no Paranoá.
12 de setembro de 1959 — Fecha-se a barragem do
Paranoá. Juscelino e Sarah fazem descer a comporta de
ferro da barragem, manobrando um trator, sob o
testemunho de uma multidão. O lago começa, então, a se
formar.
19 de novembro de 1959 — A Usina do Paranoá,
contratada com a Siemens, aproveitará o desnível da
Cachoeira do Paranoá e a barragem do lago. Os trabalhos
da barragem já estão concluídos na parte essencial,
ficando a Siemens com os serviços de instalação da
usina.
O
primeiro edifício da Capital Federal
As margens do Lago Paranoá, o Brasília Palace Hotel foi
o primeiro edifício da capital federal, inaugurado em 30
de junho de 1958, mesma data de inauguração do Palácio
do Planalto e da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima. Como
principal abrigo para as autoridades que passavam pelo
canteiro de obras de Brasília, o Palace foi o
quartel-general da capital em construção.
As obras do Palace começaram em setembro de 1957. Para a
construção do edifício foram usadas 905 toneladas do aço
de origem brasileira: fora produzido pela FEM,
pertencente à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em
Volta Redonda. O transporte era feito de trem até
Anápolis (GO), e de lá seguia via caminhão pelas
precárias estradas até Brasília.
Quando o então presidente
Juscelino Kubitschek
ia a Brasília para fiscalizar as obras utilizava uma
Rural Willis. O automóvel está em ótimo estado de
conservação e se encontra nos jardins do Hotel.

Muitas personalidades, artistas e até a seleção
Brasileira se hospedaram no hotel.

Ficha de entrada do hóspede Raul Seixas,
cantor e compositor, que se hospedou no
Brasília Palace em junho de 1975.
Veja
a galeria de fotos do Brasília Palace Hotel :
A Ermida Dom Bosco
Primeira construção de alvenaria em Brasília, construída
às margens do Lago Paranoá, a Ermida é uma homenagem a
São João Belchior Bosco, Santo Italiano nascido em 1815
e fundador da Ordem dos Salesianos. Em 30 de agosto de
1883 Dom Bosco teve o seu famoso sonho onde vislumbrou
uma depressão bastante larga e comprida, partindo de um
ponto onde se formava um grande lago, entre os paralelos
15º e 20º, e que repetidamente uma voz lhe dizia que
"...quando vierem escavar as minas ocultas, no meio
destas montanhas, surgirá aqui a terra prometida,
vertendo leite e mel. Será uma riqueza inconcebível..."
Em 15 de março de 1956,
já empossado, Kubitschek assinou a Mensagem de Anápolis,
lançando as bases da Companhia Urbanizadora da Nova
Capital, Novacap, transformada na Lei nº 2.874, de 19 de
setembro de 1956, cujo artigo 33 sacramentou o nome
Brasília. para a futura capital. O engenheiro Israel
Pinheiro foi nomeado como o primeiro presidente da
Novacap, dando início aos trabalhos de terraplenagem em
3 de novembro de 1956. Em 31/12/56, antes do início da
construção do Plano Piloto, ficou pronta a Ermida Dom
Bosco, às margens do Lago Paranoá, exatamente na
passagem do paralelo de 15º.
Ponto de rara beleza, com
uma visão privilegiada de toda a cidade, atualmente ela
faz parte de um parque de preservação ecológica, com
pista para ciclismo e caminhadas.
Localização : Estrada Parque Dom Bosco, QI 29, Lago Sul.
Visitação: todos os dias das 8 às 22h.
Telefone: (61) 3367-4505
Veja
a galeria de fotos da Ermida Dom Bosco :
Veja também
- toda a
história do planejamento, da criação e da construção de
Brasília - Clique aqui
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