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O
Estádio Nacional de Brasília
Brasília pretende
construir a melhor arena e estádio da América Latina,
ecologicamente correto. O estádio com capacidade
projetada para 71.412 mil pessoas pleiteia a
certificação Leed Platinum, selo máximo da construção
ecologicamente correta fornecido com parcimônia pelo
instituto americano U.S. Green Building Council (GBC).
Para obtê-lo, a obra
tem de atingir no mínimo 80 pontos de um total de 100.
São avaliados o consumo de energia, o reaproveitamento
de água, o uso de materiais certificados ou reciclados
na construção e no mobiliário, a localização do
empreendimento e a baixa produção de resíduos, entre
outros itens.
Seguir com rigor os
padrões tem seu preço: a construção fica até 5% mais
cara.
Em compensação os
custos com manutenção e operação caem drasticamente, A
economia de operação do novo Estádio Nacional poderá
chegar aos sete milhões de reais por ano.
A ecoarena foi orçada
em 671,2 milhões de reais. A construção está a cargo do
consórcio formado pelas construtoras Andrade Gutierrez e
Via Engenharia. Quando estiver totalmente pronto –
segundo previsões, isso deve acontecer em dezembro de
2012 – o estádio deverá passar por uma rígida auditoria
do GBC, que vai avaliar se ele está realmente apto a
levar o certificado Platinum.
Design integrado à cidade
Brasília tem uma
arquitetura marcante, tombada pelo patrimônio histórico.
Uma das características que mais saltam aos olhos são as
colunas sempre posicionadas à frente dos palácios, como
no Supremo Tribunal Federal, no Palácio do Planalto e no
Itamarati. Respeitando esse desenho, foi bolado um
estádio com colunas que garantem 30% de shade (sombra),
como se fosse um chapéu.
Longe de mero efeito
figurativo, a fachada foi pensada a partir de uma
análise bioclimática da construção. Durante um ano
inteiro, 26% do tempo, um ser humano se sente bem dentro
de uma edificação comum de Brasília, sem precisar
recorrer ao ar condicionado ou aquecedores. Noutros 30%
de tempo, é preciso proteção nas janelas (shade), para
garantir zona e conforto, sem gastar com aparelhos.
Uma Copa para fazer a pé ou de bike
Com o aeroporto a 15
minutos do estádio, o projeto prevê um sistema de
transporte interligado e eficiente. O plano é ter um BRT
com ônibus ecológicos, de combustível híbrido e um
programa público de aluguel de bicicletas, com a criação
de 600km de ciclovias.
Vai ser possível fazer a pé o caminho entre o estádio e
o hotel, já que a rede hoteleira se concentrará num raio
máximo de 3km do centro esportivo. No meio do caminho,
há museus, teatros, hospitais e uma rodoviária. A
acessibilidade é outra questão importante para um
estádio verde. Além de elevadores, rampas facilitarão o
acesso de pessoas com deficiência ou cadeirantes a
vários níveis da arena.
Iluminação eficiente e renovável
O estádio de Brasília terá uma megaestrutura de painéis
solares capaz de gerar 2,54 MW, o equivalente à demanda
energética de 1,4 mil residências por dia. Na maior
parte do tempo, ele será auto-suficiente em energia, e o
excedente será repassado para rede ou vendido.
Em dias de jogos,
quando houver pico, o estádio terá capacidade de prover
50% da energia, a outra metade virá da concessionária
que recebeu anteriormente o excedente. Todo o sistema de
iluminação da arena será em LED. E com uma disposição
eficiente das luzes no campo é possível reduzir em até
18% o consumo de energia.
O projeto conta com
aproximadamente 230 mil metros quadrados de áreas
verdes. A vegetação será de espécimes nativas do cerrado
de Brasília para reduzir a necessidade do consumo
excessivo de água na irrigação e manutenção. O
paisagismo terá piso drenante e refletivo, que não
absorve calor.
Uso inteligente de água
O projeto prevê um
sistema de captação de água da chuva, que será filtrada
para abastecer toda a demanda do estádio. Nos banheiros
masculinos, serão usados mictórios que dispensam água.
Utilizado em larga escala nos EUA, o sistema usa um óleo
vegetal: no acionar da descarga, o óleo sobe e a urina
desce por gravidade para a rede de coleta de esgoto.
Essa tecnologia tem apelo financeiro porque, além da
economia de água, dispensa instalações necessárias para
um banheiro com descarga tradicional.
Cobertura que neutraliza poluentes
Esta é talvez uma das
soluções mais high-tech do estádio. A cobertura será
feita de uma membrana branca que reflete o calor e tem
dióxido de titânio em sua composição. Este elemento, em
contato com a umidade do ar e as gotas da chuva, se
comporta como se fosse um teflon (revestimento de
panela) - nele sujeira não gruda nem se acumula.
Mais, a reação
química entre os raios solares, as moléculas de água e
poluentes da atmosfera, na presença do dióxido de
titânio da cobertura, neutraliza o dióxido de enxofre
liberado por usinas e pelo tráfego de carros. É como se
essa membrana fizesse uma espécie de fotossíntese.
Entulhos
das obras geram renda
A
demolição do antigo Mané Garrincha, gerou quase 750
toneladas de entulho. Nas obras da futura arena são
reaproveitados parte desses resíduos, enquanto outra
parte é destinada à reciclagem e distribuída a
cooperativas do Distrito Federal. Já foram doadas cerca
de 650 toneladas de metal, mais de oitenta toneladas de
madeira, cinco de papel e papelão e mais uma tonelada e
meia de plástico, além de quatro mil metros cúbicos de
concreto. Nem o gramado do antigo Mané Garrincha ficou
de fora: ele será aproveitado nos canteiros da capital
federal. Cadeiras e redes foram destinadas a outros
estádios da capital, como o Serejão e o Bezerrão.
As
instituições que receberam as doações trabalham com
pessoas de baixa renda. A doação de metal para a Central
de Cooperativa de Materiais Recicláveis, por exemplo,
levantou recursos para 23 cooperativas associadas. Cerca
de quatro mil pessoas fazem parte deste grupo. São
famílias de várias regiões do Distrito Federal e do
Entorno. "Com os lucros dos trabalhos como cooperado,
vou conseguir me formar ano que vem em Análise e
Desenvolvimento de Sistemas”, diz Júlio Rodrigues, 24
anos. “Mais de 30 caçambas cheias saíram das
cooperativas com metal que. Se não houvesse essa
parceria, poderia ter virado lixo”, conta.
Entenda
e acompanhe a obra :
http://www.copatransparente.gov.br/portalCopa/acoes/estadio-nacional-de-brasilia-obras-civis
A Copa das
Confederações
Brasília é
a anfitriã da partida de
abertura da Copa das Confederações. Em 12 de junho de
2013, a capital do país pode dar o pontapé inicial da
edição mais forte da história da competição. Jamais o
torneio disputado de forma experimental em 1992 e 1995,
e oficialmente a partir de 1997, reuniu quatro sócios do
seleto clube dos campeões mundiais. O recorde depende da
Europa. Sócios do G-8, Brasil (anfitrião), Espanha
(vencedora da Copa de 2010) e Uruguai (dono da Copa
América) estão confirmados na briga pelo título.
Primeiro
jogo oficial : Dispensada das Eliminatórias por ser
anfitriã da Copa do Mundo de 2014, a Seleção Brasileira
jogou pela última vez de forma oficial nas quartas de
final da Copa América, quando foi eliminada nos pênaltis
pelo Paraguai. Portanto, a estréia em Brasília na Copa
das Confederações de 2013 será o primeiro jogo valendo
três pontos antes do Mundial. A única vez que a capital
do país recebeu uma partida oficial foi em 2005, na
seletiva para a Copa de 2006, e o time de Parreira
goleou o Chile por 5 x 0.

Os
ingressos da Copa das Confederações estarão disponíveis
aos compradores a partir da data do sorteio da
competição, no fim de 2012.
A Copa
2014

Os
ingressos dos jogos do Mundial de 2014 só serão
colocados à venda na metade de 2013, depois da Copa das
Confederações. Os interessados terão de se inscrever em
um sorteio para poder adquirir as entradas. A estimativa
é que 3,3 milhões de bilhetes sejam colocados no
mercado, considerando a capacidade dos futuros estádios.
Será mantido o processo de comercialização efetuado na
África do Sul. Ou seja, os bilhetes poderão ser
adquiridos pela internet e em postos de venda espalhados
pelo Brasil. Mas os torcedores serão obrigados a
enfrentar um sorteio na compra. A expectativa é que 10
milhões de pessoas corram atrás das mais de três milhões
de entradas. A primeira fase (da venda) será como uma
loteria, na qual a pessoa vai se candidatar aos
ingressos e, então, poderá ou não ser sorteada. Todos
poderão participar e, portanto, terão chances iguais de
conseguir ingressos. Os preços dos ingressos continuam
em aberto.
Copa
América será no Brasil em 2015, confirma CBF
A Copa
América de 2015 será mesmo no Brasil. Durante o
Seminário Geral das Cidades-Sede da Copa de 2014,
realizado em Brasília, o coordenador de operações do
comitê organizador, Ricardo Trade, confirmou que a
competição acontecerá no país um ano depois do Mundial.
O assunto foi abordado durante as questões sobre o
futuro dos estádios que serão construídos para o torneio
da Fifa. A maioria deles deverá ser utilizado no torneio
continental.
- O
calendário de competições é grande no país. Após a Copa
do Mundo, nós teremos a Copa América e as Olimpíadas no
Brasil, e todos os estádios deverão utilizados.
Em 2009, o
então presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a
cogitar uma troca de datas por conta do intenso
calendário esportivo do país, que vai receber a Copa do
Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Porém, a
alteração não foi levada adiante e o Brasil vai ser sede
do torneio continental.
Em 2015,
no Brasil, a Conmebol e a Concacaf deverão se unificar e
realizar uma competição com 16 seleções. A idéia é que o
campeonato seja disputado nos mesmos moldes da Eurocopa,
com quatro grupos e depois o tradicional mata-mata.
O Brasil é o atual bicampeão do torneio. Nas duas
últimas edições, em 2004, no Peru, e em 2007, na
Venezuela, o time canarinho bateu a Argentina e ficou
com o caneco.
Olimpíadas
2016 - Futebol terá uma das sedes em Brasília
A disputa do
torneio masculino e feminino de futebol dos Jogos
Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 terá mais quatro
cidades-sede, sendo que os estádios que irão receber as
partidas serão os mesmos escolhidos para a Copa do Mundo
de 2014: Itaquerão (São Paulo), Estádio Nacional
(Brasília), Fonte Nova (Salvador) e Mineirão (Belo
Horizonte).Os
jogos finais serão realizados no Maracanã.A informação
foi confirmada pelo
Comitê Organizador da Copa do Mundo de
2014.
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